Sugados pelo turbilhão das emoções emuladas!

11.30.2019  @DigaoPessoa
Você já viu alguém passar por isso? Sem perceber, pessoas estão sendo levadas a um padrão emocional altamente emulado e a contaminação ainda pode atingir muita gente.



A alegria esfuziante, estampada em tantos e tantos perfis nas redes, em páginas que parecem comerciais de margarina, faz com que muitos sintam que não estão vivendo tudo aquilo que poderiam, pois de forma até inconsciente muitos se questionem sobre o motivo de não estarem também tão contentes e irradiantes.

Por seguirem o fluxo de um mundo cada vez mais convencido que "o marketing é a alma do negócio", acabam por replicar, reconstruir, emular os perfis mais irradiantes: por fora, vendendo alegria; por dentro, cada vez mais deprimidos por imaginarem que não estão vivendo tudo que poderiam. Buscando, então, todo tipo de ideias que possam servir como motivo para as faltas que sentem.

Enquanto isso, cada vez mais, as páginas dos perfis e as timelines vão ficando mais e mais repletas de sorrisos super contentes, poses insinuantes, demonstrações de afeto exagerado, beicinhos no reflexo do espelho, carinhos ultra amorosos no animalzinho de estimação, abraços emocionados em cenários cinematográficos, tudo sempre exagerado e, se possível, tudo editado em programas que aplicam correções e efeitos para que as pessoas pareçam mais e mais bonitas. Tudo embalado em posts com frases de efeito que até parecem belos poemas, mensagens emocionantes...

E, então, chega a hora... A hora do sentimento da inveja reprimida, pessoa que fica com raiva da outra, só remoendo rancor... A hora do sentimento da cobiça, pessoa que quer, ou finge que não quer, aquilo que, por vezes, a outra faz tanta força pra fingir que gosta... A hora do sentimento da tristeza, a pessoa começa a olhar pra própria vida e lamuriar, e tome mimimi... Aí vem a hora do sentimento da raiva, porque muita gente aprendeu com os filmes uma coisa muito ruim e destrutiva: transformar tristeza em raiva, a pessoa começa a intuir que vai ficar um pouquinho pra baixo e já começa a franzir a testa, a apertar a boca (o beicinho de Jolie vira um botão de lapela de camisa...), e vai travando os dentes pra falar abafado, e, por fim, vai procurar qualquer faísca pra explodir de uma vez! E, nessa hora, ai de quem estiver por perto! E grita, e xinga, e manda o animalzinho de estimação pra fora, e chega a querer bater nas coisas e até nos outros...

Mas, depois da explosão de ira, a adrenalina abaixa novamente e a tristeza, a depressão, volta até pior que antes. E, volta mesmo, volta porque a adrenalina da ira não é remédio pra coração amargurado, nem pra orgulho ferido!

Mas, então, o que fazer? Como não cair no turbilhão das emoções emuladas? Alguém pergunta. Alguém que fala que conhece uma pessoa que precisar sair desse turbilhão. Ou, alguém que não deixa de vestir a carapuça, pois já entendeu que se esconder de si mesmo não contribui em nada com o desenvolvimento pessoal.

O que fazer, em tal caso, é até razoavelmente simples: basta lembrar que tudo começou com espiadas nas imagens que as pessoas tentam passar de suas vidas, olhando para o jardim dos outros, ao invés de regar o seu próprio jardim, de conhecer suas próprias belezas e peculiaridades, de buscar conduzir as flores das emoções da melhor forma, de ir tirando as pragas que estragam tudo com sentimentos ruins, mágoas, desilusões e depressões; basta lembrar, também, que o outro pode estar escondendo atrás de flores de plástico, flores artificiais, falsas, tantas angústias e defeitos que nem se pode imaginar, e que o outro pode estar precisando mais de uma atenção sincera do que de uma admiração invejosa ou de críticas afoitas e desordenadas.

Faça como quem segue verdadeiramente os ensinamentos da Bíblia, porque quem evita os pecados protege o coração das trevas!
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