Por que não é hora para "reformas" políticas?

12.12.2015  @DigaoPessoa
Veja o vídeo a seguir e depois voltemos a conversar numa rápida reflexão logo abaixo.




Só o impeachment não basta, precisamos mudar muito esse país, diz Fernando Henrique Cardoso após participar de reunião na sede do PSDB, em Brasília. Leia mais http://bit.ly/1OWSZsK
Posted by PSDB MG on Sexta, 11 de dezembro de 2015



Temos que ter cuidado com as "reformas" políticas propostas no atual momento da história do país. É preciso que não esqueçamos:

1. O problema não é o excesso de candidatos para presidente, mas justamente a falta de opções;

2. Reduzir o número de partidos é aumentar ainda mais o poder dos grandes partidos bandidos que achacaram o país nas últimas décadas;

3. Presidencialismo parlamentarista, "semiparlamentarista", ou ainda o "semipresidencialismo", significaria, na prática, apenas a diluição de uma fraude eleitoral em 513 (é a homeopatização da fraude eleitoral), o que o povo rapidamente perceberá;

4. O maior problema do projeto democrático republicano é a dificuldade de candidaturas de pessoas que estejam fora dos atuais esquemas mafiosos de poder;

5. O outro grande problema é o sistema de voto secreto nas urnas eletrônicas, os manjados fliperamas eleitorais, e, ainda, a consequente dificuldade da realização de uma apuração minimamente confiável e menos sujeita as fraudes.

Notem, no vídeo anexado, que lamentavelmente mesmo o presidente Fernando Henrique Cardoso aproveita a ocasião para propor uma medida que aumentaria o poder do quadro político atual — exatamente o contrário daquilo que desejariam os próprios eleitores do PSDB e os demais eleitores brasileiros.

O problema não é o excesso de candidatos para presidente, mas justamente a falta de opções. Se reduzirmos o número de partidos, reduziremos ainda mais o número de candidatos, e, então, mais difícil ficaria para termos um candidato que seja eleito atingindo o lastro democrático, que é o apoio da maioria real do povo eleitor, o que amarraria ainda mais o país na atual (e eternamente em crise) DEMOCRACIA MIXURUCA E FALSA implantada no Brasil, tanto da velha, quanto da atual nova república mafiosa.

Com a implementação das "reformas" políticas que andam por aí, nas intenções dos atuais políticos, a crise política passaria apenas momentaneamente, mas voltaria com muito mais força depois, quando o povo perceber que foi enganado novamente. Chega de farsas. Quem trata a política como mero jogo de interesses tem que, no mínimo, aprender a jogar limpo. A farsa é mãe de muitas crises.



Veja como a democracia republicana pifou na última eleição:

→ Apuração do resultado final da eleição 2014 no Brasil


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